sábado, 29 de junho de 2013

Marcy Axness Princípio 2: CONSCIÊNCIA


Hoje é o princípio 2 da Marcy Axness para criarmos nossos filhos de forma mais leve, feliz e efetiva...

Da página: http://www.mothering.com/community/a/7-principles-for-peaceful-parenting

De Marcy Axness e Melanie Mayo



Consciência      
É a sabedoria que você precisa para ser efetivo. A essência dessa consciência para uma paternagem pacífica inclui “micro” detalhes diários, tais como saber quando foi a última vez que seu filho comeu proteina ou ácido graxos essenciais (comida para o cérebro é fundamental para a capacidade de manter o equilibro emocional)…bebeu água…ou dormiu. Há também a consciência em nível maior – tal como onde seu filho se encontra no esquema de desenvolvimento cerebral e as capacidades específicas de cada etapa. Isso inclui saber, por exemplo, que o principal modo de aprendizado de uma criança pequena se dá por meio dos sentidos (ver, escutar, sentir o gosto, cheirar e tocar – de fato, bastante tocar!) e de fazer. Isso ajuda os pais com uma questão básica de discipina: para uma criança, tocar algo se assemelha ao que o adulto faz quando pensa sobre aquela mesma coisa.

Outro aspecto essencial da consciência para os pais é uma conexão com nossa própria infância e o que a parentagem desperta em nós em termos da nossa história e de nossas histórias. Quando uma mãe segura um bebê nos braços, a bebê que ela já foi um dia também está lá, junto com os sentimentos que ela tinha na época. O mesmo vale para os bebês mais velhos, o que está em idade escolar, o adolescente…e assim por diante. Esse costuma ser o maior desafio de sermos pais e o que mais nos pega de surpresa!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Marcy Axness - O princípio da PRESENÇA


O artigo a seguir é da autora Marcy Axness, neurocientista e pesquisadora especializada na tal "parentagem pacífica" ou Peaceful Parenting. É autora do livro Parenting for Peace, livro muito interessante e que me serve de referência muitas vezes quando surgem dúvidas ou quero refrescar algo na minha relação com minha filha. Vale muito a pena para quem lê inglês e tem filhos, pensa em ter filhos ou se interessa pelo assunto. 
Vou apresentar uma sequência dos sete princípios para "criar filhos para a paz" propostos por Axness, um por vez. 
Hoje apresento a introdução do texto e o princípio da presença. Se vocês forem um pouqinho como eu, sabem como essa virtude é difícil de praticar. Eita mundinho cheio de distrações, dias cheios de multitasking e nossas mentes cheias de inquietação! Mas é tudo questão de nos esforçarmos, de fazermos questão e de treinarmos. Ainda mais quando nos damos conta dos benefícios dessa prática, especialmente na tarefa às vezes desafiadora de criar filhos.

7 princípios para criar filhos para a paz
Marcy Axness e Melanie Mayo
Tirado da página: 
http://www.mothering.com/community/a/7-principles-for-peaceful-parenting



Ao longo dos meus 25 anos de ser mãe, estudiosa do desenvolvimento humano, humana em constante desenvolvimento, pesquisadora fervorosa das ciências humanas e envolvida nos desafios e triunfos de mães e pais de verdade com meu trabalho de coaching para pais, juntei uma superabundância de informações excelentes. Mas também cheguei à conclusão de que um ótimo dom nessa era de sobrecarga de informação é chegar ao outro lado dos zilhões de fatos úteis até alguns princípios sólidos sobre criação de filhos. Escrevi Parenting for Peace em volta de sete pepitas de puro ouro – princípios baseados em pesquisas de áreas desde a neurociência, até a psicologia do desenvolvimento, estudos sobre a consciência e além.

Cada princípio se desdobra feito sanfona para incluir muitos fundamentos práticos, mais do que caberiam aqui (é para isso que serve o livro!). Estes, no entanto, são os princípios base para criar filhos de forma efetiva, saudável e pacífica.
  
1. Presença

A capacidade de estar inteiramente aqui, agora, com seu corpo, pensamentos e sentimentos. Engajado, conectado. Uma das maiores necessidades da criança são doses regulares de sua presença sem distrações. Experimente ter um tempo de “mais nada”: sente-se no chão, em meio dos blocos, os livros, as bonecas…e esteja disponível para seu filho. Isso é um treinamento potente de cérebro para cérebro. Também é quando os pais se permitem aprender com seus filhos – a ser curiosos, brincalhões e espontâneos. Se você conseguir encontrar 20 minutos, 15, até 10 minutos no dia, é como uma vitamina mágica para a fórmula do relacionamento. Esse tempo nutre a ambos e também amortece e o protege de outros elementos perturbadores do dia-a-dia. Além do mais, realça a autoestima verdadeira que surge quando a criança vivencia que ela é digna de seu tempo, sua atenção, sua presença. Cultivar sua capacidade de presença talvez seja o investimento mais confiável que você pode fazer para o bem-estar seu, do seu filho e de todos seus relacionamentos. 



Cenas dos próximos capítulos: O princípio da Consciência ou "Awareness"

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Quem é essa tradutora que vos fala


Este blog é uma forma de divulgar meu trabalho, só que, em primeiro lugar, é uma forma de expressar minha paixão pelo que faço e compartilhar alguns trabalhos e pensamentos agora nesse meu novo momento de viver e estudar a maternidade. Pensei muito antes de começá-lo, na dúvida de como poderia ser estruturado e finalmente cheguei à conclusão de que será como tudo o resto que faço na vida - a minha cara, em construção e autêntico. Ou seja, vou largar mão do medo de me mostrar e me lançar. 

Então um pouco como sobre cheguei onde estou e o que me autoriza a falar alguma coisa sobre tradução. Serei objetiva e como boa organizadora que sou, iniciarei com uma lista:

1. Sou uma bilingue por criação, por educação e por vivência. Nasci nos EUA, pai americano, mãe brasileira e ambos muito empenhados em me mostrar o melhor dos dois mundos, nunca permitindo que um ficasse para trás. Agora sou mãe de uma bebê maravilhosa de 9 meses e pretendo passar esses meus mundos adiante para ela com o mesmo empenho. 
Vivi no EUA e no Brasil (e um pouquinho no Peru, mas essa é outra história) e sempre estudei em escola americana. Decidi cursar a universidade no Brasil e ao me formar em Psicologia fui me apaixonando cada vez mais por outras línguas - especialmente o italiano e o espanhol (e mais recentemente, o francês). Abri as asinhas um pouco mais e viajei para investigar esse novo interesse linguistico. Italia, Espanha e Argentina são lugares muito queridos para mim, quase terceiras, quartas e quintas casas. E assim, entre textos de psicologia, fazendo bico como professora de inglês e parlando outras línguas fui me encontrando na tradução. 

2. Aprofundei meus estudos de tradução depois da faculdade e assim os trabalhos começaram a chegar. Sou detalhista, perfeccionista e apaixonada pelo significado e estética das palavras, assim o trabalho sempre fluiu facilmente para mim. Já traduzi para professores da psicologia, pesquisadores interessados em publicar seus trabalhos no exterior e também para editoras.

3. Resumindo e enfim - sou uma tradução em pessoa. Minha cabeça é uma eterna tradução, minha vida foi e continua sendo sempre nesse lugar fugaz e inefável que é estar entre línguas. 


Em breve inaugurarei as postagens do blog com artigos de interesse público que dificilmente achamos em português. Aos poucos o Entre Línguas irá tomando forma...

Bem vindos!